sábado, 7 de setembro de 2019

Globalização: As Consequências Humanas [Livro]


Por Luciane Pimentel Corrêa
Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, principal teórico da pós-modernidade, em mais um de seus mais de 60 livros publicados (só no Brasil, mais de 30), lançou em 1998 seu título “Globalização: As Consequências Humanas”, publicado pela editora Zahar no Brasil.
Conhecido por análises do consumismo pós-moderno e das ligações entre a modernidade e o holocausto, bem como pela abordagem da modernidade líquida, conceito amplamente discutido por ele em suas publicações e que vez ou outra vem à tona em discussões sobre as relações humanas.
Neste livro busca descrever a história da “globalização”, seu início e as suas consequências, dispersando a banalização (ou o “anestésico da familiaridade” para citar Richard Dawkins) sobre o termo. É tão comum falar em globalização que parece algo comum, algo que sempre esteve presente na sociedade moderna, de modo que seria difícil, hoje, pensar em um mundo não globalizado.
O livro está estruturado em cinco capítulos: “Tempo e Classe”; “Guerras espaciais: informe de carreira”; “Depois da Nação-Estado, o quê?”; “Turistas e vagabundos” e “Lei global, ordens locais”.
            Bauman inicia o livro falando sobre que seriam os principais beneficiados da globalização, que seriam as grandes corporações. Existe uma luta de classes entre aqueles que investem capital estrangeiro e os empregados locais. Apesar dos empregados estarem diariamente vivendo a realidade da empresa, são os investidores que tomam todas as decisões visando apenas o lucro, não para os empregados, os quais normalmente não tem participação nos lucros da empresa, mas sim para si próprios.
Outro ponto abordado pelo pensador em relação à globalização é a instantaneidade de transporte da informação. Essa comunicação excessiva e barata, inunda e sufoca a memória ao invés de consolidá-la. Desse modo as elites investidoras se mantêm conectadas virtualmente, sem se aproximar das comunidades onde suas empresas estão inseridas, produzindo uma desestruturação desses locais. Assim, existem toda uma discussão sobre o espaço social moderno-líquido, uma vez que antes os inimigos das comunidades vinham de fora (Vikings, piratas etc), porém hoje os inimigos compartilham o mesmo local. Como isso é possível? Por conta da globalização.
Outro sintoma da pós-modernidade, atrelado com a globalização, é o esgotamento do sistema de governo vigente em que cada Estado-Nação tem um líder, um governante. Esse sistema estaria desgastado, com uma grande possibilidade de extinção, acarretando uma desordem mundial. Atrelado a isso, a falta de controle central ou a descentralização desse controle gera uma quebra entre economia e Estado. Assim, grandes empresas (que são extraterritoriais) podem terceirizar sua mão-de-obra em outros países  em que esta é mais barata, assim têm mais lucro.
Situações efêmeras, como o movimento na pós-modernidade, também seriam criadas pela globalização, como é tratada no capítulo “Turistas e Vagabundos”. Estamos sempre nos movendo, mesmo quando não viajamos, esse movimento seria caracterizado pelo consumo. Assim, liberdade seria ir para onde quiser e comprar o que quiser, porém enquanto que os “Turistas” são caracterizados pela liberdade de movimento e consumo, os “Vagabundos” não possuem tal liberdade e este grupo social é composto pela maioria da população mundial.
Finalizando a obra, Bauman afirma, baseado também nas ideias de ourdieu e Tietmeyer, que a globalização transformou as leis. Gasta-se mais com isolamento do que com integração (educação) e as leis locais são altamente repressivas com a maioria da população (classe média baixa), apesar de “protegerem” relativamente a classe média. Além disso, as leis globais, são estritamente econômicas, flexibilizam relações de trabalho, criam relações de confiança entre investidores, entre outras ações que levam a uma descentralização do poder.
Assim, a globalização é um processo que tem levado à grandes mudanças na pós-modernidade, seja na luta entre classes, seja no modo de fazer política que caminha para um esgotamento. Além de colocar o lucro como a locomotiva que impulsiona o mundo e as relações da sociedade como um todo.

BAUMAN, Z. 1999. Globalização: As Consequências Humanas. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Mingau [Curta]

Um dos mais surreais, psicodélicos e engraçados curtas. Na verdade é uma esquete de um dos episódios de um dos mais novos desenhos infantis: Titio Avô.
Nesse curta, Titio Avô, quer... mingau. Sim, é só isso. Simples assim. Não há o que falar. Só assistir. Estranho e psicodélico.
Sem mais. Até!

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Malabarismo Musical

Mais um vídeo interessante vindo do Underground do Youtube. Dessa vez um malabarista que toca música. Não que ele seja músico E malabarista, mas usando suas bolinhas as direciona para produzir música.
Só vendo pra crer. Daniel Menendez é o protagonista desta arte.


Espero que gostem. E como diria Neil Gaiman: "Façam Boa Arte".

Até!

sábado, 27 de julho de 2019

Fascinante, como um professor de matemática

Que performance foi a desse professor de matemática que, ao finalizar sua aula, deu um show de ilusão e originalidade. Ao perceber que sujou o quadro com um pincel atômico permanente parte em busca de uma solução.
Vejamos como ele limpou o quadro.



Essa foi uma pegadinha foi feita pelo professor de matemática Matthew Weathers.

Até!

sábado, 1 de junho de 2019

Pinóquio: “- Meu nariz crescerá agora...”


Paradoxos... Não, não falarei sobre a figura de estilo ou de pensamento que estudamos nas disciplinas de língua portuguesa ou de literatura que é relacionada à antítese, falarei sobre o paradoxo conceituado como uma declaração aparentemente verdadeira que nos leva a uma contradição lógica, ou uma situação que contradiz com o pressuposto anterior. Ele é “o oposto do que alguém pensa ser verdade”. Os paradoxos rondam nossa vida por completo, eles estão na matemática, no português, em determinadas ações, nos pensamentos e até na física quântica, como podemos ver no princípio da incerteza de Heisenberg, que impõe restrições à precisão com que se podem efetuar medidas simultâneas de uma classe de pares de observáveis, ou seja, não podemos ao mesmo tempo saber a velocidade e a posição de um elétron, por exemplo.
Outro paradoxo bastante difundido é o da propriedade da luz, uma vez que, segundo Einsten, ela pode se comportar tanto como partícula como onda, diz-se então que a propriedade da luz é paradoxal.
O filósofo e lógico americano Willard Quine separou os paradoxos em três classes: Os paradoxos verídicos, os falsídicos e as antinomias.
Para mais informações vocês podem ver aqui.
Para encerrar a postagem vamos ver o “Paradoxo do Pinóquio”:

O Pinóquio diz: - “Meu nariz crescerá agora”.
Se o que o Pinóquio diz é mentira, então seu nariz crescerá realmente, mas se o nariz crescer é porque ele falou uma mentira, mas não foi mentira o que ele falou, afinal cresceu!
Bem gente, é isso por hoje! Até!
Na imagem de abertura do post: O frasco com auto-fluxo de Robert Boyle, preenche a si próprio neste diagrama.

Até!

sábado, 13 de abril de 2019

Rock, Jazz e Blues: Músicas do 1º trimestre de 2019


Olá! Nessa postagem busquei apresentar algumas coisas que escutei ao longo desses três primeiros meses do ano. Teve de tudo. Desde Rock com uma pegada mais alternativa quanto o bom e velho Jazz. Não faltou Blues e Música Clássica também. Artistas conhecidos e desconhecidos também tiveram sua vez.

Radiohead

Uma das minhas bandas favoritas liberou no dia 11 de janeiro o single “Ill Wind” nos serviços de streaming de música. Com um som que trás a essência do Radiohead a música havia sido lançada em uma edição limitada do álbum “A Moon Shaped Pool”, lançado em 2016.
“Ill Wind” também vinha junto com a canção “Spectre” que a banda fez para 007, mas que não fora utilizada.
Esse é um dos anos que promete para a banda britânica, já que eles serão introduzidos ao Hall da Fama do Rock and Roll.

Bohemian Rhapsody: The Original Soundtrack
No início do ano assisti ao filme que apresenta a história de uma das maiores e mais clássicas bandas de rock de todos os tempos. Em Bohemian Rhapsody somos transportados até o início do Queen e de como Freddy Mercury se tornou um dos ícones que marcou inúmeras gerações com seu jeito extravagante e com sua voz contagiante.
Após o filme a próxima coisa que fiz foi procurar a trilha sonora do filme que apresenta os maiores clássicos da banda como Somedoby to love, Love of my life, We Will Rock You, I want to break free, We are the champions, para citar algumas e claro, Bohemian Rhapsody.
É um álbum que eu recomendo mesmo que você não tenha assistido ao filme.

Shame
Uma banda londrina que debutou no cenário musical com o álbum “Songs of Praise”. Como se não bastasse o disco foi um dos melhores álbuns de 2018, segundo o Deezer, sendo lançado em 12 de janeiro de 2018.





Hermeto Pascoal
Conheci o Hermeto em uma reportagem na revista Veja de janeiro de 2019. Fui atrás de suas obras e gostei muito do que vi. É um daqueles autodidatas que conseguem tirar música até de um copo d’água.



Jennifer Pike
Música clássica de excelente qualidade. Pike é uma violinista britânica, bastante conceituada, vencedora de vários prêmios musicais e que consegue tirar lindas melodias de seu instrumento.

John Garcia
O álbum “John Garcia and the band of gold” é o terceiro e mais recente álbum solo do vocalista John Garcia que foi integrante da banda Kyuss.
Garcia é natural dos Estados Unidos, nascido em 1970, e que, após sua saída do Kyuss, uma banda de rock, teve vários projetos nas bandas Slo Burn, Unida e Hermano.
Um som bem autêntico.



Catfish and the Bottlemen
Catfish and the Bottlemen é uma banda de rock indie britânica formada em 2007 e atuante até hoje, apesar dos poucos lançamentos ao longo dos anos. O novo single “Longshot” da banda foi lançado em janeiro e está na minha playlist.





White Lies
Banda de rock que lançou o single “Tokyo” também no primeiro mês do ano, com uma pegada envolvente e muito de eletrônico, faz um som responsa e de muito bom gosto.
Ouvindo outros álbuns anteriores da banda me deparei com alguns que abusam do eletrônico, música eletrônica não é meu forte, e acabei deixando de lado. Mas isso não tira o valor de suas outras músicas com uma vertente mais Rock’n roll.

Van Morrison
O blues também teve seu espaço entre as músicas que ouvi nesse período. Van Morrison lançou seu álbum The Healing Game em março deste ano e trás o tão agradável blues aos nossos ouvidos.




The Michel Petrucciani Trio
Esse trio de grandes músicos, liderados por Michel Petrucciani, lançou seu álbum “One Night in Karlsruhe” que apresenta uma série de obras lindas de um Jazz muito bem feito. Apenas com piano, contrabaixo e bateria o som é sensacional.
Nesse álbum os três fazem uma apresentação pública muito contagiante.


Catedral
Voltei a ouvir essa banda brasileira que ficava na minha playlist de quando era adolescente. Um som cadente, com uma melodia tranquila, além de letras muito poéticas que falam de amor e de muitas outras coisas boas.



Cidade Negra
O reggae também teve seu espaço. Esses dias resgatei alguns sucessos do Cidade Negra que marcaram os anos 90 ouvindo o álbum do Acústico MTV que realizaram no ano de 2002. Continua sendo muito bom.





E assim foi o meu primeiro trimestre. Tiveram outras músicas que escutei nesse período, claro, mas foram álbuns ou bandas que há muito estão na minha playlist.
Até o próximo trimestre!

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Dias nublados logo passarão



Às vezes, quando os problemas surgem em nossas vidas, achamos duas coisas: 1) eles nunca passarão e 2) são piores do que os de qualquer outra pessoa.
Os dois pensamentos estão completamente errados.
Sim, em algum momento eles passarão. É como a chuva que cai e que pode durar a noite toda, mas haverá um dia que o verão chega e a chuva já não está mais ali. Às vezes não nos damos conta disso, só quando o calor permite que tenhamos uma sensação diferente é que notamos: as chuvas acabaram.
Todos têm problemas. Só que temos a tendência de achar que somente os nossos importam e são piores, mas apenas pelo fato de sermos nós a suportar o peso desses problemas. A chuva cai sobre todos.
Para uma vida melhor nada como aproveitar até mesmo o momento da tempestade, aproveitar para aprender, para se tornar mais forte, e que quando a chuva passar, e sim ela irá passar, você perceberá o quanto cresceu, como a relva que precisa da chuva para crescer...