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sábado, 2 de maio de 2020

The Willoughbys [Cinema]

Quantas referências! Sim, é assim que vou começar a minha resenha desse filme.
The Willoughbys é um filme de 2020, de comédia, dirigido por Kris Pearn e co-dirigido por Rob Lodermeier, lançado pela Netflix, em animação, que conta a história da família Willoughby. Reconhecida por apresentar bigodes bastante proeminentes, a geração atual da família, cuja linhagem é a do pai, não tem bigode e não gosta de crianças! Tanto pai, quanto mãe, chamados no filme de Pai e Mãe, detestam seus filhos! (Aí já começam as referências). As crianças se veem obrigadas, e decidem serem órfãos! Realmente, essa parte foi pesada, pensei no pior, mas não vou dar tantos spoilers nesse texto. Vou relatar mais sobre as referências, mesmo.
Em “The Royal Tenembaums”, filme do diretor Wes Anderson, temos uma família que possui muitos problemas e que moram em uma casa grande, clássica, velha, assim como em The Willoughbys. O fato dos pais tratarem mal as crianças é bem “Desventuras em série” e, um pouco de “Harry Potter”, claro que em nenhuma dessas obras são os pais os responsáveis pelos maus tratos, mas ainda assim, eram pessoas da família, ainda assim acredito que o filme faz referência a essas obras.
Outras referências que encontrei durante o filme foram ao Agente Smith de “Matrix”, no longa na verdade é uma mulher (com suas cópias) que trabalha para o serviço de órfãos; a “Fantástica Fábrica de Chocolate” junto com Willy Wonka também são referenciados quando aparece um ser um tanto quanto exótico, que vai ter uma parcela bastante significativa e importante no filme.
Também achei que “Meu Malvado Favorito” aparece no filme sob a forma dos minions, já que os gêmeos se parecem muito com estes e a casa em si, rodeada de prédios e o modo como ocorre uma perseguição mais para o final do longa, lembram “Up! Altas Aventuras”.
Enfim, achei uma super colcha de retalhos, mas que não estragam a experiência do filme em si. A história começa, ao meu ver pesada, por isso talvez que a classificação é 10 anos e não livre, apesar de ser uma animação dita “para crianças”, é necessário uma certa maturidade por parte dos pequenos para assistirem a esse filme.
A animação parece um pouco com stop motion, porém a técnica usada na produção foi computação gráfica mesmo. O filme foi baseado em um livro de mesmo nome escrito por Lois Lowry.
Espero que tenha lhe ajudado a decidir se vale ou não a pena assistir ao filme. Para mais informações acesse aos links a seguir:

Fiquem com o trailer:


Até!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Filmes Assistidos em 2019


Como é de praxe, final e início de ano é época de se fazer listas. Por aqui não é diferente. Assim, resolvi trazer a lista de filmes que assisti em 2019. É uma lista muito singela, foi um ano que não me dediquei tanto para o cinema, tanto que alguns meses não assisti nada, mas ainda assim achei interessante compartilhar com vocês. Como sempre digo por aqui, tomem essa lista como dicas de filmes para assistir (não que todos tenham sido ótimos filmes), mas ainda assim vale para conhecer.
Espero que gostem.

# Janeiro:
- Black Mirror: Bandersnatch
- Assassinato no Expresso do Oriente
- Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo
- Bohemian Rhapisody

#Fevereiro:

#Março:

- Atlantis: O reino perdido
- Aquaman
- Typist (sci-fi short film)

#Abril:
- Homem-formiga e vespa
- The Silence

#Maio:
- Capitã Marvel

#Junho:

#Julho:

- Democracia em vertigem
- O cristal encantado
- Ilha dos Cachorros

#Agosto:
- O fantástico senhor Raposo
- Os excêntricos Tenembaums
- Vingadores Ultimato
- Homem-Aranha: Homecoming
- Dumbo (2019)

#Setembro:

#Outubro:

- Fratura

#Novembro:
- Bruna surfistinha

#Dezembro:
- Esquadrão Suicida
- Klaus

Até!

sábado, 14 de dezembro de 2019

Fraturado: Mais um original Netflix


O que você faria pela sua mulher e pela sua filha? E se acrescentássemos a essa fórmula o fato das mesmas terem sido presas para tráfico de órgãos?
Esse é o drama de Ray Monroe (interpretado por Sam Worthington), protagonista desse longa original da Netflix. Na história, Ray vê sua filha se envolver em um acidente e a leva até um hospital de beira de estrada. O que ele não contava era que todos ali parecem suspeitos e deram sumiço tanto em sua filha quanto em sua esposa.
Uma série de eventos são desencadeados até o ponto de ficarmos com a dúvida de que será que tudo aquilo é mesmo real ou apenas obra da mente de um homem perturbado?
O final conta com um plot twist muito bom, este desfecho não vi chegar, apesar de durante todo o filme estar desconfiado das pessoas do hospital.
É uma hora e meia bem investida em um filme que não é nenhuma obra de arte, mas irá lhe entreter e ainda deixará conteúdo para reflexões sobre a fragilidade da nossa mente, uma vez que ela pode também “fraturar”.
Dirigido por Brad Anderson o longa foi lançado no Brasil nesse ano de 2019 pela empresa de streaming Netflix.
Aproveitem. Merece estar na lista dos filmes contemporâneos assistidos.
Até!

sábado, 16 de março de 2019

Black Mirror: Bandersnatch [Filme]


Para quem não sabe Black Mirror é uma série antológica que flerta sobre tecnologia e sua influência sobre o comportamento social humano.
Em 2018 foi lançado o primeiro filme derivado da série. Black Mirror: Bandersnatch é um filme que podemos tratar como um marco na indústria do entretenimento e, especificamente, no streaming, pois inicia a interatividade do expectador com o que está assistindo.
Sendo também definido como um filme de ficção interativa este trata da história de um programador que, em 1984, começa a adaptar um romance fantástico para videogame. O livro que ele considera para a adaptação, chamado de Bandersnatch (Personagem de Alice no País das Maravilhas), tem os moldes daqueles livros antigos de aventuras de RPG para jogar sozinho.
Durante todo o filme vamos tomando decisões por Stefan Butler (interpretado por Fionn Whitehead) desde que tipo de música ele deve escutar ou o que comer no café da manhã até questões que trazem aspectos emocionais muito fortes, como: cometer ou não suicídio?
No segundo terço do filme Stefan começa a própria realidade em questão. Ele está no controle das suas ações? O que é o destino? Chegando até mesmo ter um “pequeno diálogo” com quem está assistindo.
De acordo com as nossas escolhas a história vai tomando diferentes linhas temporais, chega um momento em que temos vislumbres do passado ou atividades corriqueiras do dia tornam-se psicodélicas demais, como se estivéssemos em um filme de ação.
Existem cerca de seis finais, dependendo que você escolher para o personagem. O meu preferido foi o que envolveu viagem no tempo, apesar de ser nada verossímil ao que a série original aborda em seus episódios. Mas, ainda assim, o final em que ele volta no tempo é o melhor.
O filme foi dirigido por David Slade, produzido por Russell McLean e contou com roteiro de Charlie Brooker e está disponível exclusivamente na Netflix.
Recomendo que assistam, mesmo que [SPOILER] não exista nenhum final feliz.
A minha experiência teve um adicional, pois assisti com a esposa e um casal de amigos, de modo que podíamos ir escolhendo em conjunto =D
E se já assistiu o que achou?
Até!

sábado, 19 de janeiro de 2019

Como eu era antes de você [Cinema]


Então acabei por assistir a esse filme baseado no livro homônimo de Jojo Moyes. Nesse longa temos Emilia Clarke e Sam Claflin interpretando o par romântico da história Louisa Clark e Will, respectivamente. “Me Before You”, título original, foi dirigido por Thea Sharrock e foi lançado em 16 de junho de 2016.
No plot da história temos uma jovem que após se ver desempregada e sem nenhum emprego à vista, decide aceitar a proposta de ser uma cuidadora de um rapaz que sofreu um acidente ficando tetraplégico.
Will é um jovem rico que vivia uma vida cheio de privilégios, realizando as mais diversas aventuras, porém após o acidente sua vida se torna completamente outra, a depressão abate o rapaz que antes tinha tanta vida. Foram seus pais que decidiram que ele deveria ter uma cuidadora jovem (além de um enfermeiro particular, disponível quase que 24h por dia), que pudesse animá-lo.
Louise, porém, é de origem humilde e acaba por sustentar sua família, uma vez que seus pais não têm emprego, mas ela aspira ter grande sucesso na vida e não é a vida modesta que nubla e suprime seus sonhos.
Quando Louisa conhece Will há vários embates de cultura e de mentalidade. Enquanto de um lado temos um jovem abastado que, por conta da sua situação, não quer mais viver e trata mal as pessoas ao seu redor, de outro temos uma garota que é alegre, expansiva e cheia de vida. Apesar das diferenças os dois acabam se apaixonando e transformando a concepção de vida um do outro.
[SPOILERS] Para mim o filme tem um grande ponto fraco e que tem até impacto social na vida real. Will acaba por tirar a própria vida através de eutanásia assistida o que contrasta com o que diversas outras pessoas que vivem a mesma condição dificilmente fariam. O jovem, por conta de sua vida financeira, tem possibilidade de fazer tantas coisas que não cabiam a uma pessoa pobre, a começar pelo simples fato do tipo de cadeira que ele utiliza, uma cadeira de rodas elétrica, que pouquíssimas pessoas têm acesso. Mas as condições não param só na cadeira. Ele pode viajar, conhecer locais e pessoas diferentes, frequentar diversos locais de entretenimento e sempre contar com auxílio médico 24h por dia. São condições que não vemos com frequência entre a média da população do mundo inteiro.
Essa escolha do autor gerou profunda discussão entre as pessoas justamente por haver esse contraste entre sua condição financeira e seu desejo de tirar a própria vida por achar que o sofrimento por não ter seus movimentos seja grande demais. Não estou querendo dizer com isso que o fato de não se ter os movimentos seja uma condição fácil de ser vencida, mas sim associar o desejo de deixar de viver a uma condição em que se pode deixar o sofrimento mais brando.
Outro ponto negativo é que quando você está se acostumando aos personagens juntos, em um relacionamento apaixonante, eles repentinamente se separam por conta da decisão de Will.
E você? O que achou desse filme? Comente aí embaixo.
Até!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Filmes para 2019


Já falei das séries e agora é a vez do cinema em 2019.
São muitos filmes! Muitos mesmo!!
O iBahia fez uma postagem muito legal com uma lista das principais estreias do cinema nesse ano de 2019. Confere aí!


Até!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Alien: O Oitavo Passageiro [Cinema]


Alien é um filme de ficção científica dirigido por Ridley Scott e lançado em 1979 nos Estados Unidos. H. R. Giger, pintor surrealista, foi o responsável pela criação do Alien e seus elementos acompanhantes.
Aclamado pela crítica, recebeu o Oscar de melhores efeitos visuais, além de vários outros prêmios, incluindo Saturn Awards de melhor filme de ficção científica e o Hugo Award de melhor apresentação dramática.
A partir desse filme uma série de produtos derivados formou uma das maiores franquias de todos os tempos. Outros filmes, quadrinhos, livros, jogos e brinquedos surgiram e expandiram o universo da obra.
No filme temos Nostromo, uma nave rebocadora que segue de volta para a Terra. Em determinado ponto a nave recebe uma transmissão de origem desconhecida vindo de um pequeno planeta. Por conta da “legislação” da época eles não poderiam seguir viagem sem que prestassem assistência a quem estava tentando se comunicar.
Aterrissaram no planeta e conseguiram rastrear o sinal que estava vindo de dentro de uma antiga nave alienígena, uma vez lá dentro se deparam com os restos de uma enorme criatura que teve suas costelas rompidas de dentro para fora por alguma coisa, uma explosão ou algo semelhante.
Logo uma criatura ataca um dos membros da expedição, forçando o retorno para sua nave. Uma vez dentro da nave, descobrimos que a criatura fez do tripulante um hospedeiro para uma espécie de alienígena que logo espalhará o caos e destruição na Nostromo.
A melhor atriz certamente Sigourney Weaver que interpretou Ripley, subtenente da nave. Ela consegue passar toda a emoção e angustia que o filme pretende. Um filme que mistura a presença alienígena no universo (nós não estamos sozinhos) com a claustrofobia de estar preso em uma nave espacial com uma criatura sedenta e altamente agressiva.
Com uma abordagem um tanto quanto lovecraftiana em vários momentos do filme não vemos o monstro, mas as tomadas e a trilha sonora, aliadas com a interpretação dos atores e o cenário decadente de uma nave que já teve bastante uso, faz com que o terror seja intenso, criando em quem assiste uma aflição que poucos filmes são capazes de criar, mesmo aqueles que precisam que o monstro seja aparente.
Fica aqui a minha recomendação para esse filme sensacional, que apesar de ter sido lançado em 1979 não envelheceu e ainda hoje é obra clássica que deve ser vista por todo amante do cinema.
Até!