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sábado, 25 de janeiro de 2020

O Mágico de Oz [Livro]


De autoria de Lyam Frank Baum, mais conhecido por L. Frank Baum, O Mágico de Oz é um clássico da literatura mundial. Por essa obra, Baum, é reconhecido como um dos maiores criadores de histórias infantis mais influentes de todos os tempos.
O livro foi originalmente publicado em 1901, juntamente com o ilustrador Denslow, onde L. Frank Baum narra a história de Dorothy, uma pequena orfã que vive no Kansas com seus tios Henry e Em e seu cachorrinho Totó. A vida de Dorothy é bastante monótona, vivendo em um ambiente pobre, quase sem cor ou vida, até o dia em que um ciclone atinge a fazenda e a casa da menina. A casa é lançada no ar, carregada pelas rajadas de vento até chegar em um ambiente totalmente diferente. Dorothy então descobre que está em um mundo mágico, em uma terra muito distante do Kansas! Nesse momento ela passa a viver várias aventuras buscando voltar para o Kansar. É nessa estranha terra que ela conhece um Espantalho que não tem cérebro e parte na busca deste, um Lenhador de Lata que visa ter novamente coração e um Leão covarde! Todos tem desejos e quem melhor para lhes dar tais pedidos que o grande mágico Oz?
A história de Baum, juntamente com as ilustrações de Denslow, promovem a criação de um mundo mágico, até mesmo com detalhes geográficos, mesmo que nenhum mapa seja apresentado. O "mundo de Oz", como denominarei adiante, tem mitologia própria, a qual somos apresentados conforme Dorothy vai desbravando, junto com seus amigos, esse novo local.
Apesar de ser um livro infantil, a leitura não é boba, além disso, o conceito de amizade e principalmente de superação são bastante trabalhados, principalmente quando acabamos descobrindo que o que realmente eles queriam e pensavam que precisavam já estavam com cada um deles desde o princípio.
Uma obra que eu recomendo não só para quem tem criança, mesmo um adulto vai encontrar algo para refletir e deixar a sua vida melhor, além de ser um clássico da literatura mundial que deve ser conhecido.
Espero que gostem.
Até!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Diário de um Zumbi do Minecraft: Um desafio assustador [Livro]


Um livro que vai na onda dos livros de Diário infanto-juvenil (ou mesmo somente infantil), que iniciou com os “Diários de um Banana”. Esse é de autoria de Zack Zombie (certamente um pseudônimo) e publicado no Brasil pela Editora Sextante, conta a história de um zumbi... do Minecraft.

Li esse livro com meus filhos e resolvi resenhá-lo aqui para não deixar passar em branco.

Assim como uma obra baseada em um diário, o livro vem relatar cada dia na vida (ou morte) de um jovem zumbi do Minecraft. As idas para a escola, o que fez ou deixou de fazer em casa, suas aventuras etc.
Por ser um zumbi suas atividades são sempre opostas ao que estamos acostumados, fazendo com que o humor resida aí. Então, entre as coisas que ele faz que deixa sua mãe chateada ou mesmo com muita raiva são: tomar banho, escovar dentes, sair pra brincar de dia etc. Até quando ele conhece um menino vivo – um jogador (daí as aventuras aumentam!)
Interessante que através dessas ações o livro ensina boas ações para as crianças, mesmo não sendo o intuito do texto.
Livre super rápido de ler, especialmente se você já é um leitor, mas com um texto ideal para as crianças que estão começando.
“Um Desafio Assustador” é o primeiro livro da série “Diário de um Zumbi do Minecraft” deum total de oito livros, todos já publicados no Brasil.
Fica aqui uma dica em especial para as crianças.
Até!

sábado, 28 de dezembro de 2019

Santo Agostinho em 90 minutos [Livro]


Mais um livro da série ’90 minutos’ de Paul Strathern e publicado no Brasil pela editora Zahar.
Neste livro o autor acompanha brevemente o filósofo cristão que antes de se converter ao cristianismo tinha uma vida nada regrada. Após uma crise espiritual se converteu e passou a seguir uma vida centrada na Bíblia, desenvolvendo vários escritos que são citados e estudados até hoje.
Aqui temos um pequeno resumo de toda sua trajetória, não é nada aprofundado, já que a proposta dessa série de livros é justamente apresentar pensadores de maneira rápida, mas vale a pena ler para tomar conhecimento inicial sobre o filósofo ou cientista, dependendo do livro.
É um ótimo ponto de partida, além de ser um livro muito rápido de ser lido.
Fica aqui a dica.
Até!

sábado, 7 de dezembro de 2019

Assassinato no Expresso do Oriente [Livro]


Esse é um romance escrito por Agatha Christie e lançado em 1º de janeiro de 1934 no Reino Unido, teve duas adaptações para o cinema, uma em 1974 e outra em 2017.
O livro é um romance policial onde acompanhamos o detetive Hercule Poirot que se vê preso com outros passageiro no Expresso do Oriente, um trem que por conta de uma grande nevasca que se abateu em seu caminho, fica impossibilitado de seguir viagem. Durante essa pausa Poirot se depara com um assassinato que ocorreu dentro do transporte. Para solucionar o caso passa a interrogar todos os passageiros, todos, sem exceção, são suspeitos.
Os eventos que ocorreram durante o assassinato são elencados, o leitor é levado através de uma série de peças em um tabuleiro, mas somente no final do livro é que o quebra cabeça é solucionado. O assassino descoberto é preso e a viagem continua.
Porém, ao final, após tomar uma decisão bastante difícil, em que Poirot fica entre proteger um criminoso ou prender um justiceiro, a decisão não cabe apenas a ele, mas a uma espécie de conselho/júri formado pelos outros passageiros.
O livro é anos-luz melhor que o filme e após ter lido e assistido ao filme, recomendo fortemente que você priorize o livro.
Até!

sábado, 7 de setembro de 2019

Globalização: As Consequências Humanas [Livro]


Por Luciane Pimentel Corrêa
Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, principal teórico da pós-modernidade, em mais um de seus mais de 60 livros publicados (só no Brasil, mais de 30), lançou em 1998 seu título “Globalização: As Consequências Humanas”, publicado pela editora Zahar no Brasil.
Conhecido por análises do consumismo pós-moderno e das ligações entre a modernidade e o holocausto, bem como pela abordagem da modernidade líquida, conceito amplamente discutido por ele em suas publicações e que vez ou outra vem à tona em discussões sobre as relações humanas.
Neste livro busca descrever a história da “globalização”, seu início e as suas consequências, dispersando a banalização (ou o “anestésico da familiaridade” para citar Richard Dawkins) sobre o termo. É tão comum falar em globalização que parece algo comum, algo que sempre esteve presente na sociedade moderna, de modo que seria difícil, hoje, pensar em um mundo não globalizado.
O livro está estruturado em cinco capítulos: “Tempo e Classe”; “Guerras espaciais: informe de carreira”; “Depois da Nação-Estado, o quê?”; “Turistas e vagabundos” e “Lei global, ordens locais”.
            Bauman inicia o livro falando sobre que seriam os principais beneficiados da globalização, que seriam as grandes corporações. Existe uma luta de classes entre aqueles que investem capital estrangeiro e os empregados locais. Apesar dos empregados estarem diariamente vivendo a realidade da empresa, são os investidores que tomam todas as decisões visando apenas o lucro, não para os empregados, os quais normalmente não tem participação nos lucros da empresa, mas sim para si próprios.
Outro ponto abordado pelo pensador em relação à globalização é a instantaneidade de transporte da informação. Essa comunicação excessiva e barata, inunda e sufoca a memória ao invés de consolidá-la. Desse modo as elites investidoras se mantêm conectadas virtualmente, sem se aproximar das comunidades onde suas empresas estão inseridas, produzindo uma desestruturação desses locais. Assim, existem toda uma discussão sobre o espaço social moderno-líquido, uma vez que antes os inimigos das comunidades vinham de fora (Vikings, piratas etc), porém hoje os inimigos compartilham o mesmo local. Como isso é possível? Por conta da globalização.
Outro sintoma da pós-modernidade, atrelado com a globalização, é o esgotamento do sistema de governo vigente em que cada Estado-Nação tem um líder, um governante. Esse sistema estaria desgastado, com uma grande possibilidade de extinção, acarretando uma desordem mundial. Atrelado a isso, a falta de controle central ou a descentralização desse controle gera uma quebra entre economia e Estado. Assim, grandes empresas (que são extraterritoriais) podem terceirizar sua mão-de-obra em outros países  em que esta é mais barata, assim têm mais lucro.
Situações efêmeras, como o movimento na pós-modernidade, também seriam criadas pela globalização, como é tratada no capítulo “Turistas e Vagabundos”. Estamos sempre nos movendo, mesmo quando não viajamos, esse movimento seria caracterizado pelo consumo. Assim, liberdade seria ir para onde quiser e comprar o que quiser, porém enquanto que os “Turistas” são caracterizados pela liberdade de movimento e consumo, os “Vagabundos” não possuem tal liberdade e este grupo social é composto pela maioria da população mundial.
Finalizando a obra, Bauman afirma, baseado também nas ideias de ourdieu e Tietmeyer, que a globalização transformou as leis. Gasta-se mais com isolamento do que com integração (educação) e as leis locais são altamente repressivas com a maioria da população (classe média baixa), apesar de “protegerem” relativamente a classe média. Além disso, as leis globais, são estritamente econômicas, flexibilizam relações de trabalho, criam relações de confiança entre investidores, entre outras ações que levam a uma descentralização do poder.
Assim, a globalização é um processo que tem levado à grandes mudanças na pós-modernidade, seja na luta entre classes, seja no modo de fazer política que caminha para um esgotamento. Além de colocar o lucro como a locomotiva que impulsiona o mundo e as relações da sociedade como um todo.

BAUMAN, Z. 1999. Globalização: As Consequências Humanas. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar. 

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Buracos Negros [Livro]


Stephen Hawking, um dos maiores físicos/cientistas de todos os tempos, mesmo com toda a sua limitação física, não media esforços para se fazer presente na mídia como um dos mais atuantes divulgadores científicos.
Em seu mais novo livro, “Buracos Negros”, lançado no Brasil pela editora Intrínseca, nos trás duas palestras proferidas pelo professor na BBC Reith Lectures, série de palestras anuais proferidas por grandes mentes científicas e transmitidas pela rádio BBC4. As palestras foram organizadas e apresenta notas explicativas pelo jornalista científico David Shukman, editor de ciências da BBC News.
A primeira coisa que chama a atenção tanto do público leigo quanto dos leitores ligados de algum modo à academia são os títulos inusitados das palestras de Hawking. Sendo os títulos de suas palestras: “Buracos negros não têm cabelo” e “Buracos negros não são tão negros quanto se diz”.
Nessas palestras o físico teórico aborda o que há de mais recente em suas pesquisas sobre os buracos negros, bem como explicar para as pessoas comuns alguns conceitos que seriam abordados apenas em cursos avançados de físico. Com uma linguagem acessível e explicações que não deixam a desejar, apesar dos jargões técnico-científicos, o professor passeia por um dos grandes mistérios da ciência.
O livro finaliza com um breve resumo de um dos seus últimos artigos, antes de sua morte, “Cabelos Macios em Buracos Negros” (outro título hilário) no qual aborda acerca da existência da radiação Hawking, que se descoberta daria o Nobel para o pesquisador, mas que ainda está sendo investigada e quem sabe exista de fato.
Além das explicações o livro é repleto de ilustrações para facilitar o entendimento, algumas delas cheias de humor, como só Dr. Hawking sabe fazer com sua comunicação irreverente, a qual vem desde seu clássico “Uma Breve História do Tempo”.
Fica aqui uma dica muito preciosa não só para o aluno ou professor de física, mas para toda pessoa que tem interesse em saber um pouco mais sobre um dos mais intrigantes objetos cósmicos que se tem notícia.
Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!

sábado, 26 de janeiro de 2019

Arquimedes e a alavanca em 90 minutos [Livro]


Este é outro livro de Paul Strathern, publicados no Brasil pela editora Zahar. O livro é dividido nas seguintes sessões: Introdução; O mundo como Arquimedes o encontrou; Vida e Obra; e Cronologia de grandes eventos da ciência.
Arquimedes, nascido em 287 a. C., foi um dos três maiores matemáticos de todos os tempos. Os outros seriam Newton e Gauss. No século XVI passou a inspirar outros grandes talentos como Kepler e Galileu.
É dele a expressão “Eureca!”, palavra que gritou ao pular da banheira quando descobriu os princípios da hidrostática, onde atestou que “um corpo flutuante é capaz de deslocar uma quantidade de fluido equivalente a seu peso”.
Revolucionou a mecânica, criou a hidrostática e o estudo dos sólidos (por exemplo, mostrou como se calcular o volume dessas formas tridimensionais). Dentre suas invenções estão: roldanas, alavancas, bomba d’água, o laser e o parafuso de coleta de água e grãos. Por conta dessas invenções, cunhou a seguinte frase:

“Deem-me um ponto de apoio e uma alavanca e moverei a Terra”

Arquimedes, infelizmente, não se importava em registrar seu trabalho prático. Sabemos mais de Arquimedes por conta do escritor romano Plutarco, por exemplo, Arquimedes já tinha a ideia de que a Terra é um globo.
Ele concluiu sua educação em Alexandria, no Egito, conhecendo vários pensadores que viriam a se tornar seus amigos: Conão de Samos e Erastótenes, para citar alguns, que podem ter influenciado a sua visão da Terra como um planeta redondo.
O pensador inovou a matemática da época ao usar a aproximação no lugar da igualdade precisa, pode-se dizer que a dízima periódica surgiu com Arquimedes.
As suas Leis da Hidrostática permaneceram incontestáveis ou ignoradas por 1800 anos, até serem redescobertas.
Outra grande contribuição de Arquimedes foi delinear o sistema heliocêntrico do sistema solar (ou do universo, como na época se pensava), que foi proposto alguns anos antes, por seu amigo Aristarco de Samos.
Além de avanços na área científica “teórica”, teve grande papel na questão militar.
Durante a Segunda Guerra Púnica houve um cerco à Siracusa determinado pelo General Romano Marcelo, Siracusa foi a cidade em que Arquimedes havia se instalado após seu retorno do Egito. Arquimedes foi encarregado da defesa da cidade, construiu uma máquina que arremessava enormes pedras, além de um dispositivo que convergia os raios solares na direção das naus romanas chegando a incendiá-las no processo.
A cidade foi tomada pelos romanos e então Arquimedes morreu em 212 a. C. Existe muita divergência sobre a história acerca de sua morte. Alguns historiadores relatam que Marcelo havia poupado Arquimedes por conta de seus feitos científicos, porém outra história é a de que, durante a invasão romana, Arquimedes continuava imerso em seus cálculos, um soldado chegou a seus aposentos e disse que deveria segui-lo, porém aquele não ia se levantar enquanto não terminasse suas contas, foi aí que o romano golpeou o pensador lhe tirando a vida.
Apesar do fim trágico sua obra perdurou até os dias de hoje.
O livro é bem curto e vale muito a pena ler caso tenha interesse pela história da ciência, matemática ou mesmo por curiosidade. É uma ótima leitura e bastante fluida.
Recomendado.
Dúvidas, sugestões e críticas: lourivaldias@gmail.com
Até!

sábado, 24 de novembro de 2018

Platão em 90 minutos [Livro]


Escrito por Paul Strathern, Platão em 90 minutos, publicado no Brasil pela Editora Zahar, trás um resumo da vida e obra desse grande filósofo clássico. Essa série “Em 90 minutos” aborda uma série de pensadores e cientistas das mais variadas áreas e segmentos da ciência.
Várias informações de vários filósofos antigos, que têm relação com Platão, nos são apresentadas nesse livro.

Quanto às raízes de suas ideias

Algo bastante interessante e peculiar e que seu mestre Sócrates, bem como Pitágoras, outro pensador importante da época, não deixaram nada por escrito. Platão foi um dos clássicos a escrever aquelas ideias.
Dentre as ideias que circulavam o meio filosófico da época estavam:
·       Pitágoras o qual acreditava que além do mundo das aparências (o mundo real, ou realidade para nós) existia o mundo harmonioso dos números. De modo que “Tudo era número”. Para Pitágoras os números continham a chave para a compreensão do universo.
·       Heráclito, discipulo de Pitágoras, dizia que não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois tudo era fluxo. Um rio não é mais o mesmo em dois momentos distintos, assim como nós não somos.
·       Demócrito, que insistiu que o universo é composto de átomos.
·       Xenófanes dizia que nenhum homem conhece ou conhecerá algum dia a verdade acerca dos deuses e de tudo.
Foi diante dessas concepções que a filosofia de Platão nascia.

Vida e Obra

Para Platão a Democracia estava muito próxima da tirania. Essa é uma de suas ideias mais peculiares. A República, um de seus mais famosos escritos, expõe os critérios para tornar-se uma sociedade justa. Dizia Platão: “A menos que os filósofos se tornem governantes ou que os governantes estudem filosofia, os males da humanidade não terão fim”.
Na Prática não foi bem o que aconteceu, pois na época de Platão, mesmo os governantes que estudaram filosofia e tiveram seus ensinamentos obtidos diretamente de Platão (um professor e conselheiro), causaram sérios problemas para a sociedade.
Platão achava que a realidade era abstrata. O que teria começado com os números de Pitágoras tornar-se-iam nas formas ou ideias da filosofia de Platão. Essa Teoria das Ideias (ou das Formas) era o elemento central da filosofia do pensador, a qual influenciou diversas outras teorias como a Teoria da Seleção Natural de Darwin.
Tudo o que percebemos é mera aparência, somente através da razão é conseguiríamos alcançar a ideia universal maior de bem.
O livro relata suas viagens entre Atenas e Siracusa em várias situações ao longo da sua vida. Em 386 a. C. Platão compra um lote de terra nos Jardins de Academos e funda a sua escola. Surge a Academia (ou a universidade, como preferir chamar), reunindo em torno de si um grupo de seguidores, surgindo assim a seleção dos melhores para compor uma turma nessa instituição de ensino, igual como fazemos até hoje.
Platão também escreveu sobre a alma humana, para ele esta era dividida em três elementos distintos: a razão, o espírito e o desejo.
Em 529 d. C. o imperador Justiniano fecha a Academia em Atenas, marcando assim o fim da cultura greco-romana e o início da Idade das Trevas, tamanha é a influência desse feito para a história do mundo.
O triunvirato da filosofia clássica é reconhecido pelos filósofos Sócrates, precedido de Platão e então de Aristóteles (a relação deste com a Zoologia falei nesse post do meu blog sobreCiência).
O livro de Strathern então finaliza com uma Cronologia de datas significativas da filosofia, desde seu surgimento na Grécia antiga até autores contemporâneos.
Espero que gostem e leiam. É resumido, mas muito edificante para quem está começando no estudo da filosofia e para aqueles que querem saber de maneira geral sobre o tema.
Aguardem mais resenhas dos outros livros da série.
Esta postagem apareceu primeiro em Falandoem Ciência.
Dúvidas, críticas e sugestões: lourivaldias@gmail.com
Até!

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Onze Minutos [Livro]


Onze Minutos, publicação de Paulo Coelho, narra as aventuras de Maria, desde sua infância humilde no Nordeste do Brasil, até se tornar uma prostituta na Europa. Além disso, é uma obra que adentra no imaginário dessas profissionais, principalmente por ser baseado em uma história real.
            Maria é uma personagem bastante complexa, além de ser baseada em uma pessoa/história real. Além disso, a narrativa de Paulo Coelho torna a leitura bastante envolvente.
            É uma obra que retrata o fazer sexo, não apenas como o ato em si, mas todo o momento antecedente também é sexo, um estudo de que as preliminares são tão importantes quanto o momento em que os corpos se unem de modo mais íntimo.
            Em Onze Minutos há uma apresentação e uma observação bastante acentuada sobre o clitóris e o ponto G, áreas que muitas das vezes são deixadas de lado pela sociedade machista. Até mesmo as mulheres não conhecem seus corpos a ponto de não saberem como atingir o clímax e ter o orgasmo. Um livro que todo homem deveria ler, para ampliar sua ideia sobre o sexo e internalizar que o importante não está na penetração, mas sim no carinho nas áreas mais sensíveis das mulheres.
            Tal livro não é apenas sobre sexo. Fala muito do amor. Apesar do que se pode pensar (principalmente em sociedades machistas), prostitutas também têm dignidade, também amam, também buscam encontrar o melhor para si. Maria é uma dessas mulheres, que busca o amor, apesar de passar por momentos em que acha que esse sentimento não é para ela, ou mesmo que tal sentimento é perigoso.
            O sagrado e o místico não é deixado de lado, estamos falando de Paulo Coelho, de modo que somos apresentados ao sexo sagrado e como esse ato tem caráter místico, sendo que tal ideia foi espalhada ao longo dos séculos.
            Livro recomendadíssimo.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

O Pequeno Príncipe [Livro]



Então terminei O Pequeno Príncipe. Esse na verdade foi uma releitura, mas já havia lido há tanto tempo que a história estava muito vaga na minha mente. Foi muito bom recordar e trazer bons momentos da infância.
Escrito e ilustrado por Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe narra a história da passagem de um ser alienígena que viajava por vários planetas, conhecendo seres novos e suas relações com o mundo a sua volta. Este ser, que é príncipe em seu pequeno planeta, conhece um aviador na Terra com quem tem uma relação muito próxima, devido a este ser ainda como uma criança.
O Pequeno Príncipe é um livro para crianças, mas também para adultos, pois já foram e guardam em seu íntimo um pouco da criança que um dia foram. O livro retrata a inocência e a criatividade presente nas crianças, enquanto o mundo das pessoas grandes é quase inóspito, sem criatividade e muitas das vezes sem contemplação e amor.
O Pequeno príncipe conheceu muitas pessoas em suas andanças pelos mais diversos planetas, conheceu pessoas de todo o tipo, aqueles que viam as estrelas como dinheiro, aqueles que não tinham interesse em explorar seu próprio mundo ou aqueles que só pensavam em trabalho, mas dentre todos esses adultos o que mais o chamou a atenção foi o aviador, pois ainda havia uma criança ali em seu coração.
Leitura recomendadíssima, seja para ler só, adulto ou criança, ou ler com sua família e embarcar em uma viagem linda e feliz. O final pode ser um pouco triste, mas o que importa é que o nosso pequeno príncipe sempre vai estar lá em cima no céu, brincando com as estrelas para nos fazer sorrir.
Até e boa leitura!