terça-feira, 18 de janeiro de 2022

44 linhas de contrabaixo do Radiohead [Dica de Vídeo]

Ainda estou preso a esse vídeo. São 13 minutos de linhas de contrabaixo de músicas do Radiohead em ordem cronológica, desde o Pablo Honey até o OKNOTOK. O vídeo fica a cargo do canal This is a Youtube Channel. 

domingo, 16 de janeiro de 2022

O Elevador [Conto]

Conto de 16 páginas escrito por Erika Lyrio.

Como seria ficar preso em um elevador por quase 40 horas?

Quais as repercussões para sua vida depois do incidente? A vida seria mesma?

Nesse conto seguimos Geórgia, uma jornalista workaholic e que praticamente vive no escritório, até o dia em que recebe um e-mail bastante estranho e misterioso que faz com que ela saia desesperada do prédio, porém é impedida pelo elevador (um protagonista à parte), que a mantêm presa refletindo sobre a morte e a deixando passar por situações complicadas e constragedoras.

Algumas questões não são reveladas. Terror? Mistério? O que está acontecendo ao redor de Geórgia?

Ela acaba indo para um centro psiquiátrico e ainda me bate uma dúvida: tudo isso passou apenas pela mente da protagonista da história ou não?

O conto está disponível na Amazon.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Presente de Natal [Conto]

Conto de 11 páginas, publicado em 2020 por Erika Lyrio.

Rebecca vivia uma vida normal. Estudante de Direito, trabalhando na área, já pensava na prova para a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), até receber uma pequena boneca dentro de uma garrafa de vidro, como presente de Natal.

Porém, não havia remetente.

Após receber o presente, eventos bizarros e ruins começaram a acontecer em sua vida. Tudo passou a ir de mal a pior.

Mesmo jogando a boneca fora, já que Rebecca começa a desconfiar do brinquedo, ela volta misteriosamente para dentro de sua casa. 

A saída final para o problema foi presentear uma desconhecida que transita pela rua.

O conto está disponível na Amazon.

Melhores livros de 2021

 


Quadrinhos e mangás lidos de 2021

Foi um ano pouco produtivo no quesito quadrinhos...

Janeiro (5):
- Druuna vol. 1
- Oblivion song vol. 1
- Descender vol.1
- Batman: o que aconteceu ao cavaleiro das trevas?
- Cinco por infinito

Fevereiro (3):
- Homem de Ferro: O demônio na garrafa
- Hellblazer origens vol. 2
- Lobo Solitário 2

Março (1):
- Tomie Vol. 1

Abril (1):
- Grama

Maio:

Junho:

Julho (2):
- Tomie Vol. 2
- Os mitos de Cthulhu

Agosto (1):
- As crônicas da era do gelo Vol. 1

Setembro:
- Destino Adiado
- Beck 1
- As crônicas da era do gelo Vol. 2
- Dragon Ball 1
- Beastars 1
- Black Clover 1
- Chainsaw Man 1
- Dr. Stone 1

Outubro:
- Moonshadow

Novembro:

Dezembro:

Total: 22

Livros lidos de 2021

Janeiro (6):
- Ninguém é inocente em São Paulo (Ferréz)
- Quando acaba o século XX (Lilia Moritz Schwarcz)
- Aceitação (Jeff Vandermeer)
- A profecia (David Seltzer)
- Novembro de 63 (Stephen King)
- Seu Bartolomeu do futuro (Pedro Duarte)

Fevereiro (5):
- Dona Zilca, em: Um edifício à beira-mar (Lili Dantas)
- Três mulheres (Lisa Taddeo)
- Um corpo na biblioteca (Agatha Christie)
- Put some farofa (Gregório Duvivier)
- Santo Guerreiro: Roma invicta (Eduardo Spohr)

Março (4):
- O bebê de Laila (Bibi Lacerda)
- Um lugar bem longe daqui (Delia Owens)
- O Silêncio dos Inocentes (Thomas Harris)
- A Porta no Muro (H. G. Wells)

Abril (2):
- Herdeiras do mar (Mary Lynn Bracht)
- As outras pessoas (C. J. Tudor)

Maio (4):
- A Revolução dos Bichos (George Orwell)
- Quarto (Emma Donoghue)
- Jack, o Estripador: Rastros de sangue (Kerri Maniscalco)
- The Rise of Tiamat (Steve Winter & Alexander Winter)

Junho (2):
- Minha sombria Vanessa (Kate Elizabeth Russell)
- Sobre os ossos dos mortos (Olga Tokarczuk)

Julho (2):
- O compromisso (Herta Müller)
- O colecionador (John Fowles)

Agosto (4):
- Pequeno Manual Antirracista (Djamila Ribeiro)
- Eu venho de Alepo (Joude Jassouma e Laurence de Cambronne)
- Clube da Luta (Chuck Palahniuk)
- Política para não ser idiota (Mário Sérgio Cortella e Renato Janine Ribeiro)

Setembro (1):
- Minha irmã, a serial killer (Oyinkan Braithwaite)

Outubro (4):
- Sr. Boaventura (J. R. R. Tolkien)
- Alice no país das maravilhas (Lewis Carroll)
- Todas as garotas desaparecidas (Megan Miranda)
- Antes de Nascer o Mundo (Mia Couto)

Novembro (5):
- O diário de Anne Frank (Anne Frank)
- Novembro, 9 (Colleen Hoover)
- Alice através do espelho (Lewis Carroll)
- A Garota Desaparecida (Lisa Gardner)
- A Noite do Tigre (Yangsze Choo)

Dezembro (3):
- Suzane: assassina e manipuladora (Ulisses Campbell)
- Uma mulher na Escuridão (Charlie Donlea)
- O Cemitério (Stephen King)

Total: 42

Quadrinhos e mangás lidos em 2020

Quadrinhos lidos em 2020 em sequência.

100 Balas #1
100 Balas #2
100 Balas #3
Fugitivos (2017) #1
Fugitivos (2017) #2
Action Comics #665
Crise nas infinitas terras #2
A beleza #7
Black Hammer #4
Homem-Aranha: O amigão da vizinhança #1
Homem-Aranha: O amigão da vizinhança #2
Homem-Aranha: O amigão da vizinhança #3
Homem-Aranha: O amigão da vizinhança #4
Homem-Aranha: O amigão da vizinhança #5
The Boys #4
Homem-Aranha: O amigão da vizinhança #6
Conan o bárbaro (2019) #1
Os eternos v1 (1976) #2
Batman (Renascimento) #5
Batman (Renascimento) #6
Batman (Renascimento) #7
Detective Comics (Renascimento) #395
Detective Comics (Renascimento) #396
Sob o solo (PN)
100 Balas #4
Detective Comics (Renascimento) #397
Doutor estranho (2018) #1
Dinastia do X #4
Detective Comics (Renascimento) #398
Lobo Solitário #1
Spawn #1
Black Hammer #5
Fragmentos do Horror (Darkside)
Spawn #2
Spawn #3
Spawn #4
Spawn #5
Black Hammer #6
Homem-Aranha: O amigão da vizinhança #7
Black Hammer #7
Paciência (Daniel Clowes, Nemo)
Homem-Aranha: O amigão da vizinhança #8
Cannon (PN)
Beasts of Burden #2 (PN)
Virgem depois dos 30 (PN)
O Relatório de Brodeck (PN)
Lone Sloane (PN)
Por Deus ou pelo Acaso (PN)
O Ninguém (PN)
Solitário (PN)
Jane (PN)
O preço da Desonra (PN)
Luz que Fenece (PN)
A Grande Odalisca (PN)
Olympia (PN)
O último voo das borboletas (PN)
Rohan no Louvre (PN)
Duo.tone (Vitor Cafagi)
Roseira, Medalha e Engenho (PN)
Lendas do Universo DC: Jack Kirby #1

Total: 60

Livros lidos de 2020

Janeiro (3):
- Aprendendo inteligência (Pierluigi Piazzi)
- O Milagre da Manhã (Hal Elrod)
- São Tomás de Aquino em 90 minutos (Paul Strathern)

Fevereiro (7):
- Newton e a gravidade em 90 minutos (Paul Strathern)
- Primeiro Amor (Ivan Turguêniev)
- Aura (Carlos Fuentes)
- Maquiavel em 90 minutos (Paul Strathern)
- Fazenda Modelo (Chico Buarque)
- Édipo Rei (Sófocles)
- A garota no trem (Paula Hawkins)

Março (10):
- Memórias de minhas putas tristes (Gabriel Garcia Márquez)
- A mágica da arrumação (Marie Kondo)
- Diálogos impossíveis (Luis Fernando Verissimo)
- Uma casa no fundo de um lago (Josh Malerman)
- A vizinha antipática que sabia matemática (Eliana Martins)
- Subversão (Soraya Abuchaim)
- Bula para uma vida inadequada (Yuri Al'Hanati)
- O rei de amarelo (Robert W. Chambers)
- Vidas secas (Graciliano Ramos)
- A Caixa de Pandora (Eliana Sá)

Abril (11):
- Cotidiano (Soraya Abuchaim)
- O forasteiro (Soraya Abuchaim)
- O vizinho suspeito (Soraya Abuchaim)
- A Guerra dos Mundos (H. G. Wells)
- Amoras (Emicida)
- Vizinho, Vizinha (Graça Lima, Mariana Massarani & Roger Mello)
- In nomine patris: Dominus Mortuorum (Décio Gomes)
- Não sol mais céu (Guilherme Oliveira)
- Na Batalha contra o Coronavírus faltam líderes à humanidade (Yuval Noah Harari)
- O amanhã não está à venda (Ailton Krenak)
- A Tradutora (Cristovão Tezza)

Maio (3):
- Sonhos Elétricos (Philip K. Dick)
- H. P. Lovecraft - Medo Clássico Vol. 1 (H. P. Lovecraft)
- Conan: o Bárbaro Vol. 2 (Robert E. Howard) 

Junho (3):
- Crer ou não crer (Pe Fábio de Melo e Leandro Karnal) 
- Duna (Frank Herbert)
- O Dragão Renascido (Robert Jordan) 

Julho (5):
- Bilhões e Bilhões (Carl Sagan)
- Gastaria tudo com pizza (Pedro Duarte) 
- A impureza da minha mão esquerda (Henry Bugalho) 
- Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)
- Messias de Duna (Frank Herbert)

Agosto (6):
- Hoard of the Dragon Queen (Wolfgang Baur e Steve Winter)
- A Ilusão do Tempo (Andri Snaer Magnason)
- De onde vem a alegria (Flávio Colombini)
- O dia de Chu (Neil Gaiman)
- O dia em que caco botão ficou sem energia (Suzanne Collins)
- Livro do Jogador D&D 5e

Setembro (1):
- Pátria (R. A. Salvatore)

Outubro (0):

Novembro (4):
- Conhaque, fogo e carmesim (Soraya Abuchaim)
- O Portal (Juliano Furlanetto)
- A cabana das bruxas faladeiras (Raul Dias)
- Madrugada Epifânica (Raul Dias)

Dezembro (3):
- O Gene Egoísta (Richard Dawkins)
- Exílio (R. A. Salvatore)
- A volta ao quarto em 180 dias (Yuri Al'Hanati)

Total: 56

Colocando o blog pra rodar [Atualizações]

Vamos voltar às atualizações do blog. Vou colocar algumas coisas antigas e, daí pra frente, o ano de 2022 será diferente. Esperamos todos que melhor!

domingo, 15 de novembro de 2020

Vivemos à beira do caos [Crônica]

             O título desse texto é bem démodé mesmo. Inúmeros autores/artistas já falaram sobre isso. Não que me considere um autor ou artista, mas hoje chegou a minha vez. Vivemos à beira do caos.

Por mais que a nossa vida seja organizada. Cheia de listas, trackers, agendas, alarmes no celular, planners, entre outras bugigangas utilizadas para se organizar o tempo, haverá um momento em que ela pode descambar para um ponto que você nem esperava.

É algo bastante atrelado ao que falo sobre o “não vai acontecer comigo”. Ou como o dito popular “pra morrer, basta estar vivo”. Não sabemos a hora, a ocasião, ou mesmo os eventos que impiedosamente nos levariam para lá, mas existe um ponto (ou vários) em que nossa vida sai dos trilhos e nos deparamos no caos, somos arremessados e caímos da maneira mais bizarra e incrédula possível.

Basta estar tudo bem para que as coisas desandem. A vida é como uma corda esticada ligando dois pontos. O início e o fim. Só que o que a gente, muitas das vezes não ver (ou não quer ver), é que as extremidades da corda estão amarradas entre dois arranha céus, ou para a imagem mental ficar mais bonita, entre duas montanhas imensas. Nós somos como um equilibrista vendado que se encarrega de atravessar à vida, flertando com o perigo, muitas vezes sem saber que ele está ali.

É uma doença que surge do nada. É um acidente no trânsito ou no trabalho. Um assalto. Uma chuva que cai e que molha os papéis do seu trabalho. Enfim, são tantos eventos que agem como o vento, naquele equilibrista, tiram ele de rota e, se a venda cai ou ele milagrosamente recupera a visão, vê a queda diante dele e apesar de todo o seu esforço, vai cair.

Pode se salvar? Pode. Nós podemos e o fazemos todo dia. Algumas vezes são acontecimentos ex machina, outros dependem de nosso esforço em se contorcer e segurar a corda. Talvez eu seja um sujeito pessimista e vejo a vida como o copo meio vazio, para outros a possibilidade do descarrilhamento iminente é o que torna a vida digna de ser vivida.

domingo, 2 de agosto de 2020

Pica-Pau e o projeto colaborativo

Olá pessoal! Em 2017, uma equipe de mais de 70 animadores brasileiros, realizaram uma parceria sem igual. Eles se reunião para animar nada mais nada menos que um dos mais memoráveis personagens da animação mundial: o Pica-Pau (em inglês, Woody Woodpecker).

Eles pegaram o episódio “O pássaro que veio para jantar” e o refizeram, cada um colaborando com seu respectivo traço.

Veja o vídeo abaixo direto do canal do Ivanildo Soares, um dos animadores que participaram dessa collab.

Abaixo resolvi colocar a lista dos animadores e de seus respectivos canais/redes sociais que participaram do projeto (retirado do canal do Ivanildo).


Allan Pilon - https://www.instagram.com/allan_pilon/

Allan Sanches - http://allansanches.tumblr.com/

Ananda Radhika - https://www.instagram.com/hey.radhi/

Anaximandro Santos Martins - https://www.facebook.com/anaxcartoons

Anderson Lister - https://andersonlister.tumblr.com/

Animaçau - https://www.youtube.com/animacau

Antônio Lilhares - https://www.instagram.com/_antoniolin...

Barbara Oliveira - https://www.barbaraofthesun.tumblr.com

Beto Gomez - https://www.instagram.com/betogomez/

Bia Leme - http://bialemeart.tumblr.com/

Breno Rohr - https://www.behance.net/brenorohr

Bruno Sandes - https://brunosandes.wordpress.com/

Catalina Torres - https://vimeo.com/176262413

Cesar Custódio - https://www.youtube.com/channel/UCr8D...

Dalton DaSou - https://daltondasou.wordpress.com/ilu...

Daniel Caetano - http://marretabionica.tumblr.com/

Daniel Veras Burigo - https://www.facebook.com/daniel.veras...

Eduardo Bruekers - http://ebruks.tumblr.com

Eliana Miyuki - http://elianamiyuki.tumblr.com/

Felipe L. Bende - https://www.youtube.com/shadplays

Filipe Mecenas - https://www.instagram.com/filipemecenas/

Gabriel Gomes - https://www.instagram.com/gahbagomes/

Gabriel Moura - https://www.youtube.com/user/artecest...

Geovani Angelo - https://www.artstation.com/geovaniangelo

Gilberto Soares - https://www.facebook.com/gilberto.soa...

Gui Kirinus - https://www.behance.net/guikirinus

Ícaro Cruz - https://icarocruzart.tumblr.com/

Ivanildo Soares - https://www.instagram.com/loberoso/

Jackson Abacatu - https://www.www.abacatu.com

Jacques Palermo - https://vimeo.com/62647451

Jhonny Bezerra Gomes - https://www.instagram.com/jhow_heifer/

João Rodrigues - https://www.facebook.com/joaop.silva....

Julia Brasileiro - https://ju-brasileiro.tumblr.com/

Júnior Soares - https://www.instagram.com/juniorand02/

Leonardo Amaral - https://www.youtube.com/RABISCOXXX

Lisa Vertudaches - https://www.instagram.com/lisa_vertud...

Louis Poague - http://cargocollective.com/lpoague

Luah Garcia - http://luahgarcia2d.blogspot.com

Lucas Pelegrinetti - https://www.www.pelegrineti.com

Luciana Yamana - https://www.behance.net/lucyamana

Luiz F. da Silva - https://www.instagram.com/silvafluiz/

Maykeon Salvatiera - https://www.facebook.com/maykeon.salv...

Natália Faria - https://www.instagram.com/nataliaftc/

Natalia Keiza - https://www.youtube.com/user/nataliak...

Natalia Zangarine - http://nataliazangarine.wix.com/natza...

Nathália Takeyama - https://www.instagram.com/natstaks/

Pablo Max - https://www.instagram.com/maxbritoart/

Paola Hiroki - https://www.instagram.com/phiroki/

Paulo Stoker - https://www.instagram.com/paulostoker/

Pedro Eboli - https://pedroeboli.tumblr.com/

Pedro Magalhães - https://www.acriatura.com

Pedro Miranda Filho - http://pedromirfilho.tumblr.com/

Rafael Dourado - https://sapobrothers.net/

Rafael Machado - https://www.facebook.com/R4F4ELDSM4CH...

Rafael Rosa - https://about.me/rafael_rosa

Robson Menezes - https://www.facebook.com/MagmaAnimeBR/

Rodrigo Estravini - http://morethanabanana.tumblr.com/

Rodrigo Ferreira - http://rodigro.tumblr.com/

Rodrigo Makoto - https://www.instagram.com/mkt_makoto/

Rodrigo Veras - https://www.facebook.com/rverasart/

Rubens Caetano - https://vimeo.com/user976780

Sergio Filho - https://vimeo.com/sergiofilho

Sniffs Cartoon - https://www.youtube.com/channel/UCE-Z...

Stephanie de Oliveira - https://www.instagram.com/tuelha/

Thiago Soares - https://www.artstation.com/thiagosoares

Tiago Kogi - https://tiagokogi.tumblr.com/

Victor Oliveira - http://boloassassino.tumblr.com/

Victor S. Crispim - https://victorscrispim.tumblr.com/

Vinicius Torres - https://www.youtube.com/canaldeciderio

Will Fernandes - https://www.instagram.com/wiiryam/

Yuri Custódio - https://www.youtube.com/user/AnimasAn...

Até!

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Sobre ganhar meias [Crônica]

Todas as pessoas mudam ao longo de suas vidas. Não apenas fisicamente, mas psicologicamente. Nossas concepções e visões de mundo se alteram conforme vivenciamos novas experiências e emoções. A valoração de objetos e ações também são modificadas conforme envelhecemos.

Uma das maneiras mais simples e banais de perceber essas mudanças comportamentais que ocorrem em nós é quando ganhamos meias de presente. Sim, isso mesmo. Bobo, não?

No último natal um dos meus presentes foi um pacote com várias meias. Se o presenteado fosse um dos meus filhos expressariam seu descontentamento ali mesmo, do mesmo modo se ganhassem roupas (crianças são bastante verdadeiras, muito diferente dos adultos que ocultam suas emoções – outra grande diferença de mudança de personalidade), mas como foram para mim gostei. E muito (estranho, não?).

Logo pensei que ter mais pares de meias iria facilitar o meu dia-a-dia. Não precisaria estar lavando sempre. Conforme fossem sujando, as acumularia e, então, lavaria tudo de uma vez no final de semana, por exemplo.

Quando crianças não temos essa outra preocupação: lavar roupas, mas, como disse, nossas concepções/comportamentos mudam com a idade e passamos a ver o mundo de uma outra forma. Até o ponto de achar que quem te deu meias de presente tem grande estima por você.


quarta-feira, 13 de maio de 2020

Paradoxo não é paradoxo [Crônica]


Paradoxos... Não, não falarei sobre a figura de estilo ou de pensamento que estudamos nas disciplinas de língua portuguesa ou de literatura que é relacionada à antítese, falarei sobre o paradoxo conceituado como uma declaração aparentemente verdadeira que nos leva a uma contradição lógica, ou uma situação que contradiz com o pressuposto anterior.
Ele é “o oposto do que alguém pensa ser verdade”. Os paradoxos rondam nossa vida por completo, eles estão na matemática, no português, em determinadas ações, nos pensamentos e até na física quântica, como podemos ver no princípio da incerteza de Heisenberg, que impõe restrições à precisão com que se podem efetuar medidas simultâneas de uma classe de pares de observáveis, ou seja, não podemos ao mesmo tempo saber a velocidade e a posição de um elétron, por exemplo. Ou no gato de Schrödinger que pode estar vivo ou morto. Ou o frasco com auto-fluxo de Robert Boyle, preenche a si próprio.
Outro paradoxo bastante difundido é o da propriedade da luz, uma vez que, segundo Einsten, ela pode se comportar tanto como partícula como onda, pode-se dizer, então, que a propriedade da luz é paradoxal.
O filósofo e lógico americano Willard Quine separou os paradoxos em três classes: Os paradoxos verídicos, os falsídicos e as antinomias, mas isso não vem ao caso nesse momento.
O paradoxo que quero mesmo falar é o “Paradoxo do Pinóquio”. Não lembro quando vi esse paradoxo pela primeira vez, mas foi algo que naquele momento me impactou, tamanha a sacada.
O Pinóquio diz: - “Meu nariz crescerá agora”.
Se o que o Pinóquio diz é mentira, então seu nariz crescerá realmente, mas se o nariz crescer é porque ele falou uma mentira, mas não foi mentira o que ele falou, afinal cresceu, então não deveria cresceria, mas se não cresce a afirmação passa a ser falsa e entramos no looping característico do paradoxo.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Embalador de caixa de supermercado [Crônica]


Existe um certo preconceito em relação às pessoas que, como eu, embalam suas próprias compras no supermercado. Pelo menos na região em que moro.
Grande parte desse preconceito vem por parte dos próprios embaladores ou dos caixas dos supermercados. É como se eu estivesse me intrometendo no trabalho deles. Os olhares dirigidos a mim, tenazes, são o bastante para indicar a insatisfação presente em suas mentes.
Estaria eu tirando, mesmo que por um breve momento, o propósito de vida daqueles trabalhadores? Too Much, certo? Chega a ser arrogante de minha parte pensar assim.
Certamente deve ser algo que a gerência não quer que os clientes façam. Por que será? É o propósito para o qual estão ali? Aí vou eu de novo. Chegamos a um looping de relações patronais.
Outros clientes também me olham com uma visão que indica que estou fazendo algo de errado, de que eu não deveria estar fazendo aquilo. Um intrometido ou enxerido, dependendo da região em que você mora no país.
Estou embalando as minhas compras, que comprei com meu dinheiro, por que não posso fazer com elas o que bem entender? Arrogância de novo?
Em outras regiões do país, a questão é diferente. O comum é você embalar suas compras. Os embaladores estão ali para te ajudar e não para te impedir que faça. Existe uma aura de maior naturalidade nisso, sem desgaste emocional.
É algo bem peculiar.

sábado, 2 de maio de 2020

The Willoughbys [Cinema]

Quantas referências! Sim, é assim que vou começar a minha resenha desse filme.
The Willoughbys é um filme de 2020, de comédia, dirigido por Kris Pearn e co-dirigido por Rob Lodermeier, lançado pela Netflix, em animação, que conta a história da família Willoughby. Reconhecida por apresentar bigodes bastante proeminentes, a geração atual da família, cuja linhagem é a do pai, não tem bigode e não gosta de crianças! Tanto pai, quanto mãe, chamados no filme de Pai e Mãe, detestam seus filhos! (Aí já começam as referências). As crianças se veem obrigadas, e decidem serem órfãos! Realmente, essa parte foi pesada, pensei no pior, mas não vou dar tantos spoilers nesse texto. Vou relatar mais sobre as referências, mesmo.
Em “The Royal Tenembaums”, filme do diretor Wes Anderson, temos uma família que possui muitos problemas e que moram em uma casa grande, clássica, velha, assim como em The Willoughbys. O fato dos pais tratarem mal as crianças é bem “Desventuras em série” e, um pouco de “Harry Potter”, claro que em nenhuma dessas obras são os pais os responsáveis pelos maus tratos, mas ainda assim, eram pessoas da família, ainda assim acredito que o filme faz referência a essas obras.
Outras referências que encontrei durante o filme foram ao Agente Smith de “Matrix”, no longa na verdade é uma mulher (com suas cópias) que trabalha para o serviço de órfãos; a “Fantástica Fábrica de Chocolate” junto com Willy Wonka também são referenciados quando aparece um ser um tanto quanto exótico, que vai ter uma parcela bastante significativa e importante no filme.
Também achei que “Meu Malvado Favorito” aparece no filme sob a forma dos minions, já que os gêmeos se parecem muito com estes e a casa em si, rodeada de prédios e o modo como ocorre uma perseguição mais para o final do longa, lembram “Up! Altas Aventuras”.
Enfim, achei uma super colcha de retalhos, mas que não estragam a experiência do filme em si. A história começa, ao meu ver pesada, por isso talvez que a classificação é 10 anos e não livre, apesar de ser uma animação dita “para crianças”, é necessário uma certa maturidade por parte dos pequenos para assistirem a esse filme.
A animação parece um pouco com stop motion, porém a técnica usada na produção foi computação gráfica mesmo. O filme foi baseado em um livro de mesmo nome escrito por Lois Lowry.
Espero que tenha lhe ajudado a decidir se vale ou não a pena assistir ao filme. Para mais informações acesse aos links a seguir:

Fiquem com o trailer:


Até!

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Dias nublados logo passarão [Crônica]


Às vezes, quando os problemas surgem em nossas vidas, achamos duas coisas: 1) eles nunca passarão e 2) são piores do que os de qualquer outra pessoa.
Os dois pensamentos estão completamente errados.
Sim, em algum momento eles passarão. É como a chuva que cai e que pode durar a noite toda, mas haverá um dia que o verão chega e a chuva já não está mais ali. Às vezes não nos damos conta disso, só quando o calor permite que tenhamos uma sensação diferente é que notamos: as chuvas acabaram.
Todos têm problemas. Não queríamos, mas todos têm. Só que temos a tendência de achar que somente os nossos importam e são piores, mas apenas pelo fato de sermos nós a suportar o peso desses problemas. É como se andássemos com uma balança para problemas e, durante as conversas, a usamos para verificar (de maneira nada balanceada) que realmente os nossos problemas são maiores.
É o problema do egocentrismo.
Há pessoas que deixam isso muito claro, enquanto outras sabem esconder bem essa reflexão.
Mas a chuva cai sobre todos.
Poucas são as pessoas que tem essa noção e tendem a apresentar maior empatia.
Para uma vida melhor nada como aproveitar até mesmo o momento da tempestade, aproveitar para aprender, para se tornar mais forte, e que quando a chuva passar, e sim ela irá passar, você perceberá o quanto cresceu. É como a relva que precisa da chuva para crescer e ela estava lá.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Man 2020 [Curta]

Vivemos em uma pandemia. O novo coronavírus trouxe mudanças radicais na sociedade e na rotina de boa parcela das pessoas ao redor do mundo. Muitas mortes vieram estão ocorrendo. O lado horrível e pesaroso desse momento.
Ainda bem que é possível, com tudo isso que vem ocorrendo, ter um lado positivo para se notar. Com o homem isolado socialmente a natureza agradece.
É aí que entra o novo curta animado de Steve Cutts. Em 2015 falei sobre Man, aqui nesse post. E, agora em 2020, temos um retorno daquele homem nesse momento de pandemia. Em pouco mais de um minuto, Cutts sintetiza boa parte do que vem ocorrendo com a ausência da força devastadora do homem no meio ambiente.
Um homem em isolamento, que só come, assiste TV, conta os dias da quarentena, estoca papel higiênico, enquanto a natureza respira. Vamos ao curta!


Espero que tenham gostado dessa indicação e, se possível, fique em casa. Vamos fazer a nossa parte contra o avanço do novo coronavírus e achatar a curva da infecção.

Quer saber mais sobre o conteúdo que eu produzo? Acesse http://linktr.ee/lourivaldias

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Invisíveis e tão importantes [Crônica]


Existem “n” coisas importantes para nós, mas que são invisíveis. A ciência, por exemplo, vive lidando com isso. Oxigênio, enzimas digestivas, gravidade, micro-organismos, enfim, uma miríade de coisas que nem sabemos se estão ali, mas que estão, fazem parte da nossa realidade e nos permitem viver ou morrer.
Na sociedade também há essas figuras. Mas aqui não estou falando de átomos, moléculas ou forças naturais. Falo de pessoas. Uma porção delas contribuem, com o seu trabalho, para nos permitir viver.
Aí entram garis e lixeiros, que evitam a proliferação de doenças através da coleta de lixo, inclusive arriscando suas próprias vidas. Os caminhoneiros, que fazem o translado de uma série de materiais de um ponto a outro de nosso país de dimensões continentais. Alimentos e remédios estão entre tantos desses produtos transportados por esses profissionais e que são imprescindíveis para a nossa vida. Os profissionais da saúde, que muitas vezes perdem a sua identidade quando usam o uniforme e daí não conseguimos diferenciá-los, mas que estão ali com o objetivo de nos ajudar a alcançar a saúde.
Nesse texto vou esquecer de uma série de outros profissionais que estão invisíveis para nós, mas que se eles não existissem em nossa realidade, muito provavelmente não estaríamos aqui. Que possamos ser gratos pela sua existência.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Computador de papel [Crônica]


Ou sou do papel ou quando a inspiração vem não tenho acesso ao computador. Hoje, tudo é computador. Quero me divertir: computador. Preciso trabalhar: computador. Vou namorar: computador. Tenho que estudar: computador.
O papel, esse foi abandonado. Quase não se usa. Seu uso é comparável a um pecado. A sustentabilidade é uma religião. E a Terra o seu deus. Gaia. 1992.
Gosto dessas relações. Começo relatando meu problema de inspiração ao computador e chego no Rio de janeiro dos eventos climáticos e ambientais.
Sou de uma geração que ainda tem – carrega consigo – uma grande familiaridade com o papel. Mesmo diante do computador precisa de uma folha de papel do lado para tomar notas. Seja tarefas, fazer contas rápidas, anotar números de telefone ou frases a serem usadas – ou quase nunca são – em relatórios. E, às vezes, o uso não é pouco. Textos inteiros são feitos usando uma folha de papel.
É flertar com o futuro e com o passado, enquanto passa o tempo, como dizia frequentemente o filósofo Cazuza.
Para outros o computador chegou para substituir o papel. Menos árvores cortadas. Melhor para o meio ambiente. O computador, promove desenvolvimento tecnológico, controla diversas máquinas, impulsiona a economia e a produção. As fábricas se tornam mais modernas, mais tecnológicas, produzem mais. Pior para o meio ambiente.
O computador é a faca de dois gumes da sociedade contemporânea.
O papel um viajante do tempo, humilde, simplório, mas útil naquilo que se propôs a fazer.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Nunca vai acontecer comigo [Crônica]


Esse é um pensamento bastante comum. Se algo é extraordinário, peculiar ou estranho, não “acontecerá comigo”. Imaginamos o universo girando ao nosso redor. Imaginamos que somos especiais e é por isso que doenças/perigos/acasos/desastres “não acontecerá comigo”. Só com os outros. Pois os outros são os outros e é o que vejo no jornal. Sempre uma história de alguém que nunca vi.
Até tinha esse pensamento comigo, até quando o inesperado “aconteceu comigo”. Parece história de cinema de tão peculiar que foi. Então, se me permitem, compartilharei o que ocorreu.
Estava de férias com minha família em São José, Santa Catarina. Às vésperas da nossa viagem de retorno para Belém, e então Capanema no Pará, meu filho mais velho começou a passar mal. Enjoo, dor de barriga, falta de apetite. Todos começaram a se perguntar o que será que ele tinha comido para sentir aquelas coisas. A culpa caiu em cima de um suco de laranja e um ovo frito. Malditos.
Tomou remédio, mas os sintomas não arrefeceram. A saída era ir para o hospital. A viagem seria na madrugada. Era importante ele melhorar para seguir viagem e então, uma vez no destino, consultaríamos na urgência. Afinal, era apenas uma dor de barriga, no máximo uma intoxicação alimentar. Quem nunca passou por um episódio em que “a comida não caiu bem”?
A dor arrefeceu, após vários remédios. Uma médica chegou a especular que aquilo seria emocional, já que estávamos de partida, as férias estavam chegando ao fim, e o retorno de um local tão bonito e divertido teria tal efeito na criança. Achamos estranho, conhecemos nosso filho, ele nunca foi de ter essas crises emocionais.
Sentindo-se melhor conseguimos embarcar. Seria uma viagem de cerca de seis a sete horas de Florianópolis até Belém, com uma conexão em Guarulhos.
Foi no avião que a história começou a mudar realmente. Meu filho voltou com os sintomas, só que dessa vez mais severos. A dor era tão intensa que ele estava quase desfalecendo-se. Pousamos na conexão e corri para o posto médico do aeroporto com ele em meus braços, pouco me importando com quem estava ao meu redor ou em quem esbarrava. Queria um médico para ver o que meu filho tinha!
Quando o médico o examinou disse as palavras que eu nunca esperava que fosse escutar em minha vida, durante uma viagem, pior ainda, em um local em que não tinha família e qualquer apoio: “Ele está com uma inflamação na região da barriga, deverá ser removido para um hospital”.
Aquelas palavras nos derrubaram. Isso já tem alguns anos, mas lembro perfeitamente todo o processo. A espera no aeroporto, a remoção de ambulância para o hospital, a espera no hospital, a ausência de comunicação com minha esposa que entrou com nosso filho (eu tinha perdido meu celular em um parque de diversões famoso de Santa Catarina), até a chegada da (outra) notícia: “Seu filho está com apendicite e está indo para a sala de cirurgia nesse momento”.
Cirurgia durante a conexão.
Caso a minha vida fosse uma série de televisão assim seria o título desse episódio.
Foi aí que repensei a ideia de que “isso nunca vai acontecer comigo”. É um mito, uma trapaça da mente humana. Sim, tudo é possível de acontecer com você. Quem diria que meu filho, em viagem, na volta das férias, em uma conexão, tivesse que realizar uma cirurgia?
O episódio, além de me ensinar uma nova mentalidade, instaurou em mim uma noção muito maior de empatia, principalmente para aquelas pessoas que estão sofrendo por alguma coisa que ocorreu em suas vidas.
Tudo ocorreu bem, apesar dos grandes percalços, passamos 11 dias em Guarulhos, e voltamos pra casa com um aprendizado. Sim, é possível que aconteça comigo.